NAPA apresentam “Semitrópico”, o novo álbum que celebra a identidade madeirense e abre horizontes internacionais

Depois do sucesso internacional de “Deslocado”, os NAPA regressam com “Semitrópico”, o terceiro álbum de estúdio da banda madeirense. Com produção de Lucas Nunes e André Santos, o disco cruza influências atlânticas, sonoridades brasileiras e referências à Madeira, tendo “Canção Pra Dois”, com Julia Mestre, como um dos seus temas de destaque.

Os NAPA apresentam “Semitrópico”, o terceiro álbum de estúdio da banda madeirense e o primeiro desde o impacto internacional de “Deslocado”. O novo trabalho marca uma nova etapa no percurso do grupo, aprofundando a sua identidade musical e reforçando a ligação à Madeira, num disco que cruza diferentes geografias, referências culturais e experiências pessoais.

Criado entre Lisboa, Madeira e Brasil, “Semitrópico” conta com produção de Lucas Nunes, conhecido pelo seu trabalho com Caetano Veloso, e André Santos. Ao longo do álbum, a identidade insular dos NAPA encontra-se com influências da música popular brasileira, do indie pop e da música tradicional madeirense, dando origem a uma sonoridade mais solar, próxima e madura.

O novo disco sucede a “Senso Comum”, de 2019, e “Logo Se Vê”, de 2023, e reúne 13 faixas que exploram temas como a identidade, a amizade, o amor, a passagem do tempo e a relação com o lugar de origem.

“Canção Pra Dois” junta os NAPA a Julia Mestre

Um dos grandes destaques de “Semitrópico” é “Canção Pra Dois”, tema que conta com a participação da artista brasileira Julia Mestre. A canção estabelece um diálogo entre a voz de Guilherme Gomes e a da cantora, numa interpretação que privilegia a cumplicidade e a dimensão emocional do encontro musical.

“Canta comigo / Esta canção pra dois” é um dos versos que sintetizam o espírito da colaboração, construída em torno de uma partilha íntima entre duas vozes.

A produção ficou a cargo de Lucas Nunes e André Santos, contando ainda com a participação da Orquestra Clássica da Madeira e um arranjo de cordas assinado por Luiz Potter. A presença da orquestra acrescenta uma dimensão instrumental à canção, aproximando a sensibilidade pop dos NAPA de uma abordagem mais orquestral.

A colaboração com Julia Mestre reforça também a ligação do álbum ao universo musical brasileiro, uma das influências que atravessam este novo capítulo da banda.

A Madeira como ponto de partida de “Semitrópico”

Apesar da abertura a novas geografias e referências musicais, a Madeira continua a ocupar um lugar central no universo dos NAPA. A ilha funciona como fio condutor do álbum, não apenas enquanto origem dos músicos, mas também como elemento fundamental da sua identidade artística.

Essa ligação torna-se particularmente evidente em “Quinta Calaça”, tema que revisita memórias de juventude e a relação profunda com a ilha, e em “Vasse Lá Lém”, uma celebração da forma de falar e da identidade madeirense.

O disco reflete, assim, sobre a influência do lugar onde crescemos e sobre a forma como as experiências vividas moldam a nossa identidade, mesmo quando a vida nos leva para longe. A Madeira surge como uma presença constante, que acompanha a banda na exploração de novos caminhos musicais.

Entre referências tradicionais e sonoridades contemporâneas, os NAPA constroem um trabalho que procura conciliar as suas raízes com uma linguagem musical cada vez mais abrangente.

Um álbum entre memórias, relações e novos caminhos

“Semitrópico” desenvolve-se através de diferentes perspetivas sobre a vida quotidiana e as relações humanas. Em “Mapas do Futuro”, os NAPA refletem sobre o tempo, as escolhas e a procura de uma direção, enquanto “Lento” aborda a saturação provocada pelo excesso de estímulos e pela velocidade do mundo atual.

Já “Quem Me Dera” conta com a participação da cantora espanhola Sílvia Pérez Cruz, cuja voz se cruza com a de Guilherme Gomes num dos momentos mais delicados do álbum. A colaboração acrescenta uma nova dimensão emocional ao disco e reforça a abertura dos NAPA a encontros artísticos que ultrapassam fronteiras.

A estas canções juntam-se temas como “Coisas Simples” e “Sortudo”, que anteciparam esta nova fase da banda, bem como “Deslocado”, a música que alterou a dimensão do seu percurso. O alinhamento inclui ainda “Semitrópico Suburbano”, “Contigo, Sozinho”, “De Tudo” e “Todas as Formas”.

No conjunto, as 13 faixas revelam um grupo que procura evoluir sem perder a ligação às suas origens, explorando novas possibilidades sonoras e mantendo no centro da sua música as experiências e os sentimentos que partilha com o público.

Depois de “Deslocado”, os NAPA reforçam a projeção internacional

O lançamento de “Semitrópico” acontece depois de um período particularmente marcante para a banda. Em 2026, os NAPA esgotaram os Coliseus do Porto e de Lisboa e passaram por alguns dos principais festivais nacionais, consolidando o crescimento de uma carreira que ganhou uma dimensão internacional com “Deslocado”.

A canção, que levou o grupo à vitória no Festival da Canção e à representação de Portugal no Festival Eurovisão da Canção, ultrapassou os 220 milhões de reproduções combinadas, alcançando quatro vezes o disco de platina em Portugal, dupla platina no Brasil e disco de ouro na Indonésia. O tema tornou-se também um fenómeno nas redes sociais, com mais de 5,8 milhões de vídeos criados no TikTok, reforçando a sua presença na vida quotidiana de públicos de diferentes países.

Este impacto abriu novas oportunidades para a banda madeirense, que procura agora dar continuidade ao percurso internacional com um álbum que mantém a identidade portuguesa no centro, mas dialoga com diferentes tradições musicais.

A presença dos NAPA no cartaz do Primavera Sound Barcelona 2027, anunciada recentemente, constitui mais um sinal da crescente projeção do grupo fora de Portugal.

Digressão europeia passa por 11 cidades em novembro

Para apresentar “Semitrópico” ao público europeu, os NAPA vão realizar uma digressão em novembro de 2026, com concertos em 11 cidades de vários países.

A tournée começa a 8 de novembro, em Madrid, na Sala Changó, seguindo para Barcelona no dia 9, na Sala Apolo. Paris recebe a banda a 11 de novembro, em La Maroquinerie, antes da passagem por Londres, a 13 de novembro, no Village Underground.

A digressão prossegue em Amesterdão, a 15 de novembro, no Melkweg, e Hamburgo, a 16, no Knust. No dia seguinte, os NAPA atuam em Berlim, no Lido, seguindo depois para Leipzig, a 19 de novembro, no Werk 2.

As últimas datas estão marcadas para Frankfurt, a 22 de novembro, no Das Bett; Zurique, a 23, no Papiersaal; e Milão, a 25 de novembro, no Circolo Arci Bellezza.

A passagem por estas cidades permitirá apresentar as novas canções num momento em que a banda procura consolidar a ligação ao público internacional, na sequência do sucesso alcançado por “Deslocado”.

“Semitrópico” chega também em edição de vinil

Além da edição digital, “Semitrópico” terá uma edição em LP, já disponível em pré-venda exclusiva na loja online da Universal Music Portugal.

Com este terceiro álbum, os NAPA aprofundam uma identidade construída entre a Madeira e o mundo, cruzando memórias, influências e novas experiências musicais. Entre a colaboração com Julia Mestre, a participação de Sílvia Pérez Cruz e a ligação constante à ilha de origem, “Semitrópico” apresenta uma banda em evolução, preparada para levar a sua música ainda mais longe sem perder aquilo que a distingue.

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